Na conferência de apresentação do projecto, Belomy Xavier sublinhou que “Kampamentu” é um filme de terror 100% cabo-verdiano, com uma equipa cabo-verdiana e falado na língua cabo-verdiana. O filme tem uma duração de uma hora e vinte minutos.
“Quero que o mundo inteiro veja esse filme, porque consumimos muitos conteúdos estrangeiros. Então, acredito que o nosso filme tem qualidade suficiente para ser visto noutras partes do globo”, garantiu.
O filme será apresentado primeiro na Cidade da Praia, mas o objectivo do realizador é levá-lo a São Vicente, aos Estados Unidos, a Portugal, ao Senegal, à Guiné-Bissau, a Angola e a outros países dos PALOP.
Segundo o realizador, o filme já está pronto, e um outro desafio é fazê-lo chegar às telas das pessoas. “Ainda não está nada fechado. Ainda temos muito que gastar para fazê-lo chegar às pessoas. Claro que gostaria de vê-lo nas telas dos aviões também e no mundo inteiro, em todos os sítios onde há pessoas com vontade de ver o filme".
Durante a produção do filme, o realizador disse que encontraram vários desafios. “Produzir um filme num país como Cabo Verde, onde o cinema ainda é muito fraco. Apresentámos às pessoas a proposta de fazer um filme de terror e verificámos muitas reticências e muita descredibilização”.
Mas realçou que, mesmo assim, prosseguiram com as condições que tinham. “Com a produção, os ensaios, os equipamentos, o elenco e os professores para ajudar os actores. E não foi fácil. Um dos desafios iniciais foi convencer as pessoas a estarem connosco neste projecto”.
O filme foi gravado em duas partes: uma na praia de São Francisco e outra no Platô, no interior de uma residência velha, durante dois a três meses.
“Acreditamos que conseguimos realizar um bom filme, apesar das condições financeiras que tivemos. Garantimos que o filme tem uma história por detrás, com cabeça, tronco e membros. É uma história com a qual as pessoas se vão identificar, uma história de cabo-verdianos. Criámos uma história para cabo-verdianos, para que as pessoas que vão ver o filme sintam que é um produto para crioulos”, relata.
Belomy Xavier apela às pessoas para apoiarem o filme, marcando presença na estreia. “É um filme que, de certeza, vai dar um contributo para o cinema nacional".
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